Autor: Lara Brenner

Viagem em família: do céu ao inferno em um segundo

Viagem em família: do céu ao inferno em um segundo

Família: palavra que nos leva ao berço esplêndido de segurança e amor, carinho e solidez. Cogita-se até mesmo derivar do latim “fami” — fome — grupo de pessoas que passa fome junto e não se separa. Lindo. Poético. Apoteótico. Viagem: do latim “viaticum”, jornada. Um livro pode propiciar uma viagem, assim como um filme, uma conversa ou uma simples troca de olhares. Mas viagem pode ser um porta-malas cheio de sacola, farofa, frango, gelo, refrigerante e salgadinhos, com cinco assentos e doze pessoas, rumo à praia lotada de gritaria e gente quase sempre bem-intencionada.

Viaje! O que você viver ninguém poderá roubar

Viaje! O que você viver ninguém poderá roubar

Nunca imaginei que um homem inteligente como Aurélio (aquele do dicionário!) pudesse ser tão pouco criativo. Segundo ele, viajar é “percorrer em viagem; viajar terras: andar por muitas terras; fazer viagens; andar em viagens”. Ora essa, onde já se viu tanta pobreza de definição? Se eu pudesse definir o verbo viajar, dedicaria a ele um pergaminho inteiro. Um daqueles enormes, que se desenrolam por metros e metros como tapete de letras cursivas e saudosas. Dedicaria a este único verbo a gratidão e o amor, a alegria e o encantamento.